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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

3 - Conflito no México - Os outros


Lyon – França

23:25 PM

INTERPOL

A agente especial da Cia, Rachel Scott, fora designada para trabalhar em conjunto com a alta diligência de inteligência e espionagem da Interpol para chefiar a equipe Fênix, que reúne os melhores e mais bem treinados agentes especiais do mundo.
Sua missão era simples: Identificar, rastrear e capturar os integrantes da rede criminosa EBN, que estava desmoralizando as maiores potencias do mundo.
Rachel estava apreensiva, porém determinada, não sabia o quer era fracassar, por isso não estava apta a admitir erros, pois nesse caso, um simples engano pode ser mortal.
Rachel estava em seu escritório, no Q.G da Interpol em Lyon, andava de um lado para o outro, nervosa. Nunca tão poucos minutos passaram tão devagar, nunca um relatório tivera tanta importância.
Perdida em meio a pensamentos turbulentos, ela nem havia reparado que havia mais alguém na sala. Era Murillo, um agente da inteligência italiana, que trabalhava para a Interpol.

- Com licença, Scott. – disse ele, tentando ser notado.

- Murillo! Há quanto tempo está aí parado na porta, já não lhe disse para bater antes de entrar?

- Desculpe, mas não podia perder uma cena dessas!

- Certo, mas vamos diga-me, por que está aqui, além de claro, ficar me observando?

- Aqui está o relatório que você me pediu. – Disse Murillo jogando a pasta sobre a mesa. – Se precisar de mim, é só chamar.

Murillo ia virando as costas e saindo, quando Rachel o segurou pelo braço:

- Espere...- seus olhares se cruzaram, e Murillo não pode deixar de reparar que os olhos de Rachel adquiriram um tom mais vivo, e que debaixo dos óculos, do coque preso a cabeça e do terninho preto, se escondia uma bela mulher.

- O que é isso aqui? – disse Rachel com o relatório nas mãos. Murillo então voltou a
realidade quando recebeu as palavras secas da agente Scott.

- Senhora, esses, conforme me pediu, são os últimos feitos dos agentes do EBN. – disse, ressabiado.

- Disso eu sei, o que eu quero saber e porque estão roubando museus? Por que mudaram o modo de agir? Eles não são do tipo que se interessam por arte. E todos os roubos são de museus quase insignificantes– disse intrigada, alterando a voz.
Foi aí que recomeçou a andar de um lado para o outro, sem conseguir achar qualquer ligação entre os roubos e o EBN, pois ela sabia que a organização não se ocupava em praticar crimes pequenos, muito menos se arriscariam daquele jeito, por algo de pouco valor.

Ela disse para Murillo em um tom sarcástico:
- Querem que eu acredito nisso!?
. Roubar artefatos das civilizações Maias e Egípcias!?
Tem algo errado, o dinheiro que eles arrecadariam com essas peças, e infame, perto dos trabalhos para que são contratados. E ela continuava inqueita, porém ainda sem achar qualquer ligação.

Foi então que Murillo disse:
- Acho que está dando valor demasiado a esses roubos.

Rachel parou, e com o olhar fulminante, respondeu:
- Sabe porque sou eu que estou no comando e não você? Houve um momento de silencio, e o ar ficou denso, e era como se o sol tivesse se escondido.

Porque estou um passo a frente!!!.
E sabe por que eu sou a melhor? Porque eu nunca acho, eu tenho certeza.
Murillo tentava consertar o erro querendo se justificar, porem a agente Scott não o deixava, e antes que ele pudesse se justificar, ela disse:
E você não é pago para achar e sim capturá-los, então vá fazer o seu trabalho! E ela voltara a ler os relatórios.
- Mas senhora....
- Dispensado Murillo.
- Sim senhora- disse ele, mastigando o ódio daquelas palavras.

Cerca de 30 minutos depois, Igor agente britânico de contra inteligência entrou na sala de Rachel e disse:
- Senhora eu dei uma olhada, nós relatórios cuja o Murillo te entregou e encontrei cinco anormalidades, uma no Chile, Bolívia, Brasil, Equador e México, mas esta a última a do México me chamou atenção.

- O que tem no México? – disse Rachel, interrogando-o ferozmente, porém com desprezo.

- O radar de trafico aéreo detectou essa manhã por volta das 8:23, migração de pássaros.

- E qual o problema disso? Vai me dizer que não sabia que os pássaros migravam- disse sarcástica.

- Os pássaros migram, mas não migram nessa época do ano. E durante esse mês em especial isso foi freqüente, todo dia no mesmo horário e como o governo Mexicano não deu importância por se tratarem de pássaros, considerou o caso como algum tipo de desequilíbrio ecológico.

- Qual a localidade dessas supostas migrações?- Disse Rachel, notadamente interessada, porém envergonhada com a gafe que acabará de cometer.

- As coordenadas são 20º 40' 00" Norte 88º 36' 00" Oeste. Próxima da antiga cidade Chichén Itzá.

- A antiga cidade maia! – disse. Nesse momento sua mente perspicaz começou a maquinar uma teoria para o ocorrido.

- Exatamente. Disse Igor – ansioso para saber o que Rachel estava pensando.

- Bom trabalho Igor. Antes de sair, ligue para o Agente Michael, quero a equipe Bravo, sob o comando dele preparada em cerca de vinte minutos no hangar, pois estamos indo para o México...

Igor saiu prontamente para cumprir a ordem dada. Rachel ainda teve tempo de gritar:
- ah, e me chame o Murillo.

Alguns minutos depois, Murillo chega:

- A senhora mandou me chamar?

- Sim, ligue para o Ministro da defesa do México e arrume autorização para invadirmos o seu espaço aéreo, e peça ajuda militar. E não deixe de citar que essa operação e CONFIDENCIA – e nunca aconteceu.

Rachel dentro de si, soltava um sorriso, - HOJE M VAI CAIR E O EBN SERÁ DESMASCARADO...

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